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10 de dez. de 2013

Porque decidi ter um blog: Parte III



Quanto mais eu escrevia, mais me sentia abandonada. Eu colocava um drama tão enorme nas palavras, era como se ele fosse o meu farou que estivesse desaparecendo e eu ficando sozinha. Acabou que, no fim, ele terminou desaparecendo e não tive mais noticias, soube que estava morando em Belém, nem me importei mais. Depois dessa desilusão, não pensei duas vezes e me fechei para qualquer tipo de amor. Passei a ser prevenida e ter vacina contra flechas de cupidos estúpidos.

Ate que um dia uma flecha em cheio, me fez lembrar que eu não estava só. Que mesmo que o carinha tenha partido meu coraçãozinho infantil, eu era envolvida, mesmo que não quisesse, por um amor bem maior que de um carinha qualquer. O amor de Deus. Eu não tenho pai então, o amor que deveria ser pro meu pai, eu dou tudinho pra Deus. Eu sei que não é e nunca será o suficiente, mas eu o amo do meu jeito. E só Deus sabe o quanto é sincero.

Essa flecha me fez ver, que eu sempre estive errada, e que eu chorava por motivos banais. Afinal, nem sempre temos o que queremos. Passei a aceitar esse amor de uma forma completa e segura. Um amor sincero, uma paixão avassaladora, um salvador, um Deus. O meu Deus. E passei a perceber que as coisas aqui na terra, vai e vem, e o único que permanece é Deus. Então posso colocar qualquer tipo de defessa contra o amor, mas contra Deus é impossível, ate porque eu não quero impedir esse amor.

É a minha razão de viver. Mudei totalmente o foco mas, eu precisava que alguém soubesse o quanto sou grata por esse amor.

E enfim, criei esse blog, que é o que esta sendo agora, o que Deus me deu e prometeu que será! Decidi criar esse blog, porque sinto uma necessidade incontrolável de escrever...



Ahh, e querem saber o que aconteceu com o carinha? Ele continua morando em belém, hoje somos praticamente melhores amigos. Talvez ele venha morar aqui no ano que vem. Mas tudo bem. Vai continuar como está. 

9 de dez. de 2013

Porque decidi ter um blog: Parte II



Em 2009 me vi criando outra página na internet. Agora era pra escrever. Sim! Eu sempre amei escrever sobre desilusões amorosas, sobre amor, sobre sentimentos, sobre comportamento.  Eu escrevia sobre exatamente tudo. Sobre a minha melhor amiga, sobre as brigas que eu tinha com a minha irmã, sobre a cachorra que me atacou por causa de um bola. Eu escrevia sobre tudo. Ignorando o fato de ter vários erros ortográficos nos meus textos. Sempre achei que digitar é bem melhor do que gastar caneta e folha e depois ficar com a tendinite me matando.

Uns meses depois comecei a ver meu blog com algumas visitas > sem ser EU < e comentários tipo: Isso já aconteceu comigo, como você superou?  Você escreve bem! Belo texto. Etc, etc. A maior parte dos textos era sobre amor, sobre histórias que eu ouvia da minha bisavó, sobre histórias da adolescência da minha mãe, sobre algumas meninas que bem novas já diziam que já sofriam por amor. Enfim, eu escrevia sobre o que me dava na telha. Hora eu escrevia sobre um amigo que gostava da minha irmã, hora eu escrevia sobre eu gostar do amigo que gostava da minha irmã... e assim vai.

O blog tava dando um pouquinho de alegria pra mim, ver que as bobagens que eu escrevia fazia diferença pra algumas pessoas. Tempos depois percebi que ‘essas pessoas’ era só a minha melhor amiga, com vários avatares diferentes. Pois é, murchei e desistir do blog por pura ilusão que me deixou mal por um tempo.

Nesse mesmo ano, conheci o meu primeiro amor. Um amor de verdade, ou pelo menos eu achava que era de verdade, voltei lá no meu segundo blog, e comecei a escrever sobre esse amor platônico, ele não sabia de nada. Se tem uma coisa que eu sou boa mesmo, é em esconder sentimentos. Enquanto eu escrevia sobre o suposto carinho que eu achava que era um amor pra vida toda, ele estava fazendo as malas pra ir morar bem longe de mim. O meu primeiro amor me abandonou e ainda pra piorar, tinha que dividi ele com outra garota.

8 de dez. de 2013

Porque decidi ter um blog: I Parte



Essa ideia de ter um blog surgiu em 2010 depois de voltar de viajem. Eu queria que alguém visse o meu sonho... o que eu tanto queria fazer na vida. Juro que tentei fazer isso no papel, mas, cansa muito e eu não tenho paciência. Como toda criança pré-adolescente eu tinha um sonho.

 Queria ser bióloga marinha. Pois é. Eu fazia desenhos de como eu queria que fosse meu consultório quando formada, desenhava os golfinho, as salas de pesquisa, um aquário enorme com tubarões de varias especies, enfim. E eu queria mostrar isso pra alguém. Na verdade eu tentava mostrar pra todo mundo mas, ninguém queria saber dos meus terríveis desenhos ou rabiscos.

Por falta de atenção, compartilhei o sonho com uma amiga que morava na mesma rua, ela gostou e embarcou na aventura comigo. A gente desenhava cada detalhe, da recepção à ponte que dividia o aquário enorme. Como no tempo (como se fosse muito tempo RS) eu não sabia escanear, então fotografava alguns desenhos e, todo desorganizado colocava em uma página no blog, que eu nem sabia editar nada. Eu achava legal, eu pensava: Bom... tá na internet então, algum dia alguém vai ver isso. E toda noite eu ia pra minha cama desenhar algum detalhe desse meu sonho meio bizarro.

Ate que... Eu assisti um filme de tubarão assassino e... POW. morro de medo ate hoje. Quando vou a praia, a água não passa do joelho. Mas isso não vem ao caso. Enfim, abandonei a página do blog cheia de rabiscos do meu sonho de criança. Não lembro nem qual era a URL. Acho que era meu nome completo.

27 de nov. de 2013

Dear Brian



Oi Brian, é a Larissa. Você nem sabia da minha existência. Me coloque como quiser, não tenho posteres e nem um bilhão de coisas sobre você. Se falasse que não gosto de sua música eu estaria mentindo. Pois é, apenas ela, So Far Away. Eu não sou a única a te mandar uma carta sobre essa música mas você precisa saber. Aos meus 7 anos de idade eu vi um idiota matar o meu pai. Mas eu não entendia que ele não iria mais voltar. Tenho tanta coisa pra contar. Tanta besteira que eu aprontei. Mas ele esta tão distante.

 As vezes tenho inveja de algumas meninas com seus pais. Eu pensava que isso nunca iria acontecer comigo, eu achava que todos iriam durar para sempre. Hoje em dia me pergunto o que eu faria se encontrasse com o tal cara. Não era a hora, eu não estava pronta. O tempo passa rápido de mais e a garotinha cresceu, ficou de coração frio e egoísta. Não culpo ninguém, foi tudo rápido demais. Em 2009 no dia 28 de dezembro eu estava sentada na escada pensando no meu pai, estranho porque não costumo fazer isso.

 Nessa noite (pelo menos comigo) não aconteceu nada demais. Mas imagino que foi uma das suas piores noites, e eu realmente sinto muito, se te serve de consolo, eu sei como é viver a vida toda com uma pessoa e arrancarem ela de você, eu sei como é sentir aquela dor que pesa e destrói a tua mente. Tenho perguntas que só ele podia responder, e vou te-las pra sempre. Eu só... Eu só queria saber.

 Dizem que ele me deu um ultimo beijo naquela madrugada, mas eu só lembro do desespero da minha mãe aos prantos prostrada sobre aquele caixão onde estava meu pai. Eu só queria saber como é ter um pai. Eu abandonei uma pessoa uma vez sem dizer adeus, não vou fazer isso pela 2° vez. Eu só queria que você soubesse. Por favor não me julgue, você não sabe quem sou. Eu sei que essa carta ou apenas esse pedaço de papel inútil não vai fazer diferença pra você, mas eu precisava contar pra alguém. Espero que entenda.

Ass: Larissa Leal

17 de nov. de 2013

Fotos Pré-aniversário



Bom... Dia 8 de novembro eu faço aniversário. Semana retrasada (antes do aniversario) Decidi de ultima hora com a minha mãe, minha irmã e prima da minha mãe que faria-mus algumas fotos antes do aniversário. Foi muito corrido. Estava indo para o curso de inglês com a minha irmã e minha mãe ligou dizendo que era feriado e que não ia ter curso, pedia pra que a gente continuasse no ônibus pra voltar pra casa. Uns cinco minutos depois ela ligou pedindo pra gente descer na 'integração' porque decidiu que ia lá na casa da prima dela pra escolher o sapato e decidir o vestido logo, pra não ficar de ultima hora (já estava).

Ok, descemos na 'integração' e ficamos exatamente 30 minutos (ou mais) esperando que mãe chegasse a integração. Pegamos o ônibus para a casa da mulher e foi quase uma aventura achar a casa dela, mas enfim. A prima de mãe (ou melhor a minha Tia, acho mais adequado do que ficar escrevendo 'A prima de mãe' ) arranjou vários vestidos, e mandou que eu provasse todos para tirar foto. Eu aceitei o acordo, mas confesso, muito cansativo. Provei vários vestidos de todos os tipos: Curto, longo, decotado, fechado, tomara-que-caia, (sqn) de alcinha e etc. Todos muito bonitos, mas muito escandaloso. Sou tímida, cautelosa, e detalhista. Não curto coisas assim. Fotografei com vaaarios vestidos, mas sinceramente não gostei das fotos, então deixei só algumas. Tipo. poucas.

(risos)

Confiram!




O vestido azul, usei durante a festa. Em breve vou postar as fotos do aniversário *.*











Você devia saber



O que foi isso? Meu coração acelerou quando te vi, mas, mas... Que coisa estranha. Não entendo. Essa idade tem algum tipo de maldição? Você é apenas meu amigo, ou pelo menos o amigo que eu queria ter. Você me abraça em vez de pegar na minha mãe e dizer um Oi. Você me beija na bochecha em vez de dar um tapinha nas minhas costas e perguntar se estou bem. O que ha de errado com você? Você desenrola uma conversa rápido, não consigo acompanhar seu ritmo. Tantos argumentos, tantas experiências, tanto tempo. Onde eu fico, nisso tudo? E o que eu faço com o primeiro cara?

 Não me faça aquela pergunta. Não quero ouvir porque estarei olhando pra outro. Outro que pode nem saber que existo. Outro com quem nunca disse OI. Outro pelo qual me apaixonei, ou pelo menos acho que me apaixonei. Eu nem sei se isso é certo. Não deveria ser assim mas, ninguém disse que seria fácil. Tenho me questionado muito em relação a isso, sobre essa idade, sobre essas questões que aparecem 24 horas por dias, confesso, já estou perdendo o sono. Não deveria ser tão difícil assim.

E como faço pra contornar isso? Uma criança que acaba de embarcar na adolescência e que vai ver, sentir, e ate se derreter pelo que ouve. Não é isso o que dizem? A mulher é ganhada pelo que ouve. Não me faça ouvir um EU TE AMO que me faça esquecer o quanto vocês homens podem ser legais. Tenha paciência. Eu preciso dela pra continuar. Aos pouquinho, com calma. Não quero me decepcionar cedo de mais.

Corpo de criança com mente de adulto eu me pergunto na cama quando estou deitada. Sera que vai ser hoje, que vou encontrar o cara perfeito. Ele vai me olhar e dizer: Eu Te Amo. E isso não soara como uma mentira. Mas... Calma. Talvez a culpa seja minha. Por escultar todas as amigas, parentes, e o resto das garotas que vejo com olhos queimado e cansados de acreditar em uma frase carregada de mentira. Talvez a culpa seja sua, e desse seu jeito de falar demais e saber me ouvir. Talvez a culpa seja dele,  por aparecer e se tornar o cara que nunca vou esquecer. Talvez a culpa seja de todos nos, por sermos otimistas e cegos para não ver o quando o mundo pode derrubar um homem.

Fico me imaginando. Deus. Casada. Filhos. Família. Cachorro. Gato... Como faço pra isso parar? Quero saber como isso surgiu derre-pente. Minha mãe falou que agora que completei quinze, os anos vão se passar voando. E se eu não escolher o caminho certo? E se eu estiver apaixonada pelo cara que só machuca tudo que possui? E se ele não souber cuidar de mim? E se eu não souber cuidar dele?

Você me entende? Sou uma adolescente agora. Tenho tantas perguntas que você não vai conseguir me acompanhar. Sou uma maquina de escrever. Escrever sentimentos vividos nessa minha vida que ainda não compreendo. Escrever coisas que eu nem vivi. Escrever sobre um cara que eu nem sei ao menos o ultimo nome. isso esta acontecendo mesmo? Tenho que passar por isso? Porque não pulamos a parte em que fico confusa, e vulnerável. Isso é novo pra mim, não tenho nem ideia do que faço no minuto seguinte. Eu só posso dizer que estou tentando muito não ser pega pela consciência. E se eu pensar em tentar?

 Não! Não! Não quero. Não posso. Não vou. Eu sempre dizia pra mim mesma que iria dar uma chance pra o cara que me conquistasse mas, como posso fazer isso? Como posso fazer isso depois de tudo que já vi. Depois de um tempo você esfria, mesmo que não tenha sido com você. Você aprende a rejeitar qualquer coisa que desperte seu sexto-sentido, qualquer coisa que ameace o seu escudo. Não preciso de mais um cara pra me privar. Quero mesmo é ficar, marcar. Estou cansada de abandonar, se eu fizer isso outra vez, vou ter que recolher restos do meu coração. E você nunca saberá como é a verdadeira Larissa.

Você devia saber.

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